Congresso com foco na área trabalhista é realizado para arrecadar roupas de frio

Com o objetivo de arrecadar doações de agasalhos, mantas ou qualquer peça de proteção contra o frio para distribuir a moradores de rua, será realizado o congresso Trabalho, Justiça e Humanidade no próximo dia 21, na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília, na capital federal.

A diretora da Escola Judicial do TRT5, desembargadora Margareth Costa, e o coordenador de cursos da unidade, juiz Danilo Gaspar, que também faz parte da coordenação científica do congresso, vão participar do evento abordando os temas Empatia e alteridade enquanto instrumento de transformação social e O trabalho enquanto instrumento de realização da dignidade do ser humano, respectivamente. A programação completa pode ser conferida ao final da matéria.

A entrada para o congresso, aberto ao público em geral, será a doação de um item que atenue a chegada das temperaturas mais baixas. As inscrições podem ser feitas até o dia do evento por aqui.

De acordo com Gaspar, as doações são importantes para “ajudar, mesmo que de forma mínima, os seres humanos que vivem pelas ruas do nosso país, sem acesso ao mínimo necessário para uma vida digna. Muitos, nesse período do inverno, acabam morrendo, literalmente, de frio”.

Segundo especialistas, quando as pessoas ficam expostas ao frio durante um longo tempo podem sofrer sérios danos à saúde, e, em casos mais extremos, podem morrer de hipotermia. O tempo que uma pessoa leva para morrer de frio varia de acordo com determinadas circunstâncias: se estiver ventando, por exemplo, ele é mais curto, pois o vento resfria o corpo com muito mais facilidade. Em entrevista à Superinteressante, o fisiologista Mauro Antônio Griggio, da Unifesp, afirmou que “a uma temperatura de 10º C, já bastante agressiva ao corpo humano, esse processo pode levar cerca de cinco horas para acontecer – isso se a pessoa estiver bem nutrida e agasalhada – infelizmente, esse não costuma ser o caso da maioria das pessoas que morrem nessas condições: em geral são moradores de rua”.

Quem não puder participar do congresso e quiser doar, é só entrar em contato com o juiz Danilo Gaspar, na 6ª Vara do Trabalho de Salvador ou pelo perfil no Instagram @danilogoncalvesgaspar. As doações também podem ser entregues na sede da Escola Judicial.

 

Silvana Costa Moreira (Ejud5)