Magistrados podem responder pesquisa sobre redes sociais até o próximo dia 15 e terão horas creditadas como formação continuada

 

Como não estar conectado às redes sociais em pleno 2019? Como cada um deve se portar nesse espaço virtual?

O Brasil está em segundo lugar no ranking de países habituados a usar mídias sociais. De acordo com o relatório Digital in 2017, do site We Are Social, cerca de 19 milhões de novos usuários se conectaram naquele ano nas redes sociais mais usadas no Brasil. Este número representa aproximadamente 10% da população do país. https://www.idealmarketing.com.br/blog/redes-sociais-mais-usadas/

Segundo pesquisa divulgada em 2018 pela Rock Content, o Facebook e o Instagram são os preferidos das mídias sociais, sendo que o Facebook é utilizado por 98,8% dos que estão inseridos nas redes, seguido pelo Instagram, com 80,2% dos internautas. Quanto à preferência dos usuários, o Instagram está na liderança sendo o favorito para 47,1%, e o Facebook ocupa a segunda posição, com 29,6%. https://inteligencia.rockcontent.com/relatorios/social-media-trends-2018/

De todas as mídias, o Instagram está crescendo de uma forma bastante acelerada. Segundo o jornalista Wagner Wakka, publicação de 20 de junho de 2018, esse aplicativo bateu a marca de 1 bilhão de usuários ativos no mundo. Em setembro de 2017, eram 800 milhões. https://canaltech.com.br/redes-sociais/instagram-bate-marca-de-1-bilhao-de-usuarios-ativos-116344/

Nesta era digital em ebulição ressurge a reflexão sobre a ética judicial. Deve-se exigir de seus membros elevados padrões de comportamento ético, é o que diz a a publicação Ética e Redes Sociais do Centro de Estudos Judiciários de Portugal. A comunicação atenta para a necessidade de ponderação sobre a definição da privacidade do que cada um pode fazer na rede social que utiliza. http://www.cej.mj.pt/cej/recursos/ebooks/outros/eb_Etica_Redes_Sociais.pdf

Na divulgação do Centro de Estudos Judiciários  CEJ, Helia Garrido Hull lembra que, "embora os juízes sejam membros da comunidade maior, eles possuem posição elevada, sendo símbolos da lei e da justiça. O que o juiz faz ou diz reflete diretamente sobre a integridade do sistema judicial".

O Comitê de Ética Judicial de Tennessee alerta que, embora os juízes possam participar das redes sociais, devem fazê-lo com cautela e com a consciência de que a sua utilização da rede muito provavelmente será analisada por outros, por diversas razões.

O tema gera grande inquietação por parte de organismos de gestão e disciplina dos magistrados. Esses demonstram preocupação quanto à definição das regras de privacidade e segurança por magistrados no uso do Facebook. Este é o caso do Canadian Judicial Council/Conseil Candien de la Magistrature que tem publicado em seu site da internet, desde o início de 2014, o guia "Facebook and Social Networking Security". http://www.cjc-ccm.gc.ca/cmslib/general/Facebook%20security%202014-01-17%20E%20v1.pdf

PESQUISA: JUÍZES E REDES SOCIAIS

Diante da importância do tema e da necessidade iminente de debatermos sobre ele, a Ejud5 convida você a responder a pesquisa abaixo até o dia 15/03/2019, destacando que a resposta importará no cômputo de 2h para fins de formação continuada, além de permitir que possamos aferir o que efetivamente pensam os colegas que integram a magistratura trabalhista no TRT da 5ª Região, de modo que isso expresse a identidade da maioria, considerando os temas que serão levados para uma grande discussão nacional, promovida pelo CNJ, em conjunto com a ENAMAT e ENFAM, que servirão para a construção de um modelo referencial nacional no segmento, envolvendo as dimensões formativo-educacional e deontológico-disciplinar.

Contamos com a sua colaboração!

Desembargadora Margareth Costa

 

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