Em palestra, psicólogas explicam que regras podem evitar intoxicação eletrônica

A palestra sobre "Intoxicações Eletrônicas" realizada na Escola Judicial do TRT-5ª Região, da quinta-feira (7), começou com a psicóloga Mônica Veras chamando a atenção para os excessos das pessoas em relação aos sentimentos e aos objetos. A profissional afirmou que as plataformas digitais devem ser consumidas de maneira equilibrada. ''Não se trata de não poder utilizar os celulares e as redes sociais, o problema está em como e de que forma essas tecnologias serão usufruídas. Não devemos ficar refém delas'', disse, dando exemplo de adolescentes que chegam a ficar 12 horas ininterruptas conectados.

A psicóloga Larissa Ornellas, palestrante convidada, enfatizou o cuidado com o uso dos aparelhos eletrônicos por crianças menores de dois anos. " A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda nenhum manuseio, inclusive. Estudos sobre o Transtorno do Espectro Autista vê a relação do aumento de números de crianças com esse problema com a exposição exagerada delas às telas, desde bebês''.

Ornellas, que também é especialista em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise, considera o momento atual como de ''adultilização da infância e infantilização dos adultos''. Segundo ela, alguns pais estão perdendo a capacidade de julgar o tempo que a criança leva online por estarem também infantilizados com mundo virtual. ''É preciso dar a elas um norte sobre os limites, e até uma liberdade vigiada'', completou.

Secom TRT5 (Nailan Brasil) - 11/12/2017