Participantes do Encontro da Magistratura doam livros e alimentos

Durante o 8º Encontro da Magistratura do Trabalho da 5ª Região, participantes aproveitaram para exercitar a solidariedade.

A campanha Ejud Solidária, uma parceria entre a Escola Judicial do TRT5 e o Grupo Amar, recebeu doação de alimentos e produtos não perecíveis.

Outra prateleira abastecida foi a da Biblioteca. Foram doados dois exemplares do livro Inovações Legais no Contrato de Trabalho Doméstico, do juiz do TRT9 Luciano Coelho – palestrante do segundo dia do Encontro – e da advogada Jordane Limberger.

Houve doação ainda de um exemplar de TLVs e BEls: Baseado na Documentação dos Limites de Exposição Ocupacional (TLVs) para Substâncias Químicas e Agentes Físicos & Índices Biológicos de Exposição (BEIs), editado em 2018.

Se você também que doar, basta se dirigir a um dos pontos de arrecadação da campanha: sede da Ejud5 (Nazaré) e da Amatra5 (Comércio), durante o expediente, das 8h às 17h.

Para doação de livros, basta se dirigir à Biblioteca do Tribunal, localizada no 3º andar do Ed. Presidente Médici, das 8h às 17h. De acordo com a chefe do setor, Almerinda de Sousa, a unidade recebe livros jurídicos atualizados e obras históricas voltadas para área jurídica.
 
Eletronicamente disponibilizado

Pode ser acessado por
aqui o livro Vivendo o Trabalho Subalterno: as experiências de doze magistrados, que conta a experiência pioneira de 12 magistrados que vestiram uniformes reservados aos trabalhadores braçais e desempenharam suas funções. Durante uma jornada completa de 8 horas, 11 juízes e um desembargador – todos voluntários – estiveram expostos a ambientes densamente insalubres, compartilharam ferramentas e humilhações em geral restritas aos assalariados pobres deste país.
 
Dica de leitura

E já que o tema é solidariedade, para quem gosta de se envolver com boas ações, uma dica de leitura é o livro Homens Invisíveis: relatos de uma humilhação social, do psicólogo Fernando Braga da Costa, fruto da sua dissertação de Mestrado defendida no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.

A obra aborda com argumentação forte, e por vezes apaixonada, a questão da desigualdade e exclusão dos indivíduos. Tudo começou quando o psicólogo, ainda estudante, vestiu-se de gari para realizar o trabalho de uma disciplina da universidade e não foi reconhecido, sequer notado, por amigos, colegas de curso e professores, com quem tinha convívio diário e com os quais havia estado algumas horas antes de colocar o uniforme laranja da Comlurb.

O livro de Braga incentivou a criação do projeto Vivendo o Trabalho Subalterno: as experiências de doze magistrados, no TRT da 1ª Região, que deu origem ao livro de mesmo nome, divulgado acima.

Silvana Costa Moreira (Ejud5)